segunda-feira, 16 de junho de 2014

Pintar de infinito

Há alguns dias estou com a expressão "pintar de infinito" na cabeça. Pensei em vários temas baseados na mesma. Consegui produzir, espero que agrade.
Sabe aquela felicidade inesperada?
Algo que parece cair do céu, ou até mesmo um pensamento que te faz querer valorizar mais alguém?
Essa felicidade merece ser pintada com uma tinta diferente chamada: infinito.
Para que permaneça a felicidade inesperada
Para que os dias bons não se percam em meio a pensamentos ruins
Pintar de infinito aqueles que nos fazem bem, nossa família, nossos amigos (aqueles amigos idiotas, os amigos chatos, os amigos loucos, os amigos centrados e os anjos).
Pintar de infinito os dias bobos, aqueles que valem a pena. Pintar de infinito imagens que valem mais que mil palavras. O tempo não degrada a cor infinito.
As obras com essa cor ficam guardadas em um lugar que só você pode acessar.
Um lugar que não importa a sua idade ela sempre vai estar lá, as vezes não na mesma intensidade mas vai: sua mente.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Escolha

O texto é sobre uma escolha
A escolha de falar sobre escolhas
Não importa a hora, mas em algum momento temos que decidir. Decidir se queremos escolher. A escolha é feita e a partir desse momento haverá a dor. Infame essa que acompanha cada passo da decisão. A sombra do certo ou errado. A vontade de voltar atrás. O pensamento do e se, e se eu escolhesse o outro caminho.
Suportar ou voltar atrás. Desistir ou lutar. Outra decisão a partir da escolha.
Surge a "falta de sorte" ou "boa sorte" que nada mais é que uma consequência. Consequência de uma escolha ruim ou boa. Olhando por essa lógica a vida passa a ser um dado cujas faces revelam: boa escolha, escolha ruim, boa sorte, falta de sorte. Ou até, apenas, escolha e consequência.
E se decidir não escolher apenas, vague. E suporte apenas vagar, que é a consequência da falta de escolha.
A escolha de escolher o tema para esse texto foi...

Até mais!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Poesia Matemática

Em minhas andanças pelo mundo cibernético avistei algo que muito interessante me pareceu. Mais interessante por envolver uma área tão linda: a Matemática. A poesia é de Millôr Fernandes, genial!

"Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade."

Ps: A que interessar esse texto foi extraído do livro "Tempo e Contratempo".

Até mais!

domingo, 4 de maio de 2014

Inspira


Há sempre algo que nos inspira.

Inspira confiança.
Inspira compaixão
Inspira vontade de viver.
Algo simples.
Um por do sol.
A linha do horizonte.
Pingos de chuva na janela.
Uma nota boa.
Um dia bem vivido.
Um reconhecimento.
Uma palavra.
Um abraço.

Um suspiro.
Algo composto.
Musicas.
Desenhos.
Poesias.
Filmes.

Fotos.
Luzes.
As vezes é inexplicável.
Inspiração reversa.

Inspiração que provém.
De um dia ruim.
De uma palavra negativa.
De uma experiencia desagradável.
A inspiração da inspiração.
A inspiração da motivação.
A inspiração no amar.
A inspiração no visualizar.
A inspiração no viver.

Inspire-se.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A bomba

Pensei em como classificar a vida, então surgiu esse pequeno texto.
"Uma bomba. Que a qualquer momento pode explodir em decorrência de uma pontada de ingratidão e desdém. A bomba explode e tudo se espalha. Você tenta juntar os cacos, quando consegue, vem a ventania e tudo dispersa. Mais uma vez você para e espera passar. Passou. Em meio aos cacos você vê alguns que acredita que não valem a pena ser recolhidos então você abdica. Abdica da felicidade em prol do politicamente correto. Abdica do amor em prol do dinheiro. Abdica do que te fazia humano. Avista então uma rocha. Imóvel. Dura. Sem emoções. Sem vida. Para e pensa, olha dentro de você. Há semelhanças. Lembra-se da ventania que te fez deixar alguns pedaços para trás. Mais uma vez o alfinete, dessa vez da decepção própria, faz a bomba explodir. Tudo se espalha e mais uma vez você espera e resolve se reconstruir. Pedaços são cautelosamente recolhidos e colados. Perante o ultimo resquício vem a tempestade e tudo destrói. Acabou. Pensamentos turvos e escuros tanto quanto o céu visualizado. Você deixa de viver e começa a sobreviver. Chove e chove. Passa um dia, dois, três, n dias... até que por um milagre (sim! eles existem) você vê uma luz no horizonte. Um despertar do sol. Você recomeça a construção. Peça por peça, pedaço por pedaço. Dessa vez ao findar a colagem você sente alegria. Resolve olhar em volta e vê um belo arco-íris. (Re)descobre as sensações que foram abdicadas junto com aqueles primeiros pedaços. Você vive. Volta a amar. Volta a ter alegrias. Pode, então, ser feliz."
Um dia, para cada um o arco-íris aparece, nem que seja por instantes. Instantes esses que devem ser aproveitados ao máximo.

terça-feira, 25 de março de 2014

Não sou obrigada

Então quer dizer
Então quer dizer que não posso ter minha maneira de ser feliz?
Quer dizer que tenho que ser igual?
Quer dizer que tenho que ser aceita?
Quer dizer que tenho que ser gostada?
Quer mas não vai
Não vai me dizer o que fazer
Não vai me dizer o que é permitido
Não vai me dizer que tenho que ser aceita
Não vai me dizer para ser normal
Por que?
Porque eu sou
Porque eu quero
Porque não sou obrigada
Esses preceitos, essas receitas, essas comparações, essas normalidades... eu não me adapto.
Não quero e não vou ser igual.
O que torna alguém marcante não é o que ela faz de comum.
O que me faz são minhas diferenças.
A vida é minha
Meus atos
Minhas consequências
Resiliência
Não deixar nada me derrubar
Querer transformar
Sem me abalar
Levantar a cabeça
Seguir
Aprender a viver todos os dias.
Sorrir e ser feliz.

sábado, 15 de março de 2014

Julgar

"Quem não ouve a melodia
Acha maluco quem dança"

Baseando-me nesse verso da musica de Oswaldo Montenegro (Mudar Dói, Não Mudar Dói Muito) refleti e comecei a pensar sobre julgamentos.
È muito fácil ver alguém passar por uma situação e apontar o dedo no seu rosto dizendo que está assim porque quer. 
Não paramos para pensar sobre oportunidades e /ou dificuldades que aquele alguém passa.
Um exemplo do que vivi e vivo: vestibular.
Já tive 2 anos de experiências negativas nesse quesito, ainda não consegui alcançar meu objetivo. Nesse meio tempo tomei decisões que inicialmente foram drásticas, como limitar minhas saídas e focar mais em estudar. Perdi a conta das vezes que me disseram que eu estava ficando doida. É bem fácil vir me dizer que devo parar com essa loucura de pagar cursinho sendo que já podia ter aplicado esse dinheiro em uma faculdade particular. É cômodo dizer "eu não aguentaria". 
Pouquíssimos fazem esforço para entender. A prova disso é que várias pessoas se afastaram totalmente. 
Não sabem a musica, não estão ouvindo a melodia, não entendem a dança.
Então, acredito que vale a pena essa reflexão, antes do julgamento.
É até base para minimizar o preconceito. Colocar-se no lugar do outro, ou pelo menos ter um olhar mais sensível.
Fica aí o link com a letra da música base, que por sinal é muito bela!

Por hoje é: só.
Até mais!